PARTE 2
Bóris encontrou com o grupo de jovens o aguardando na floresta a qual ele os enviou. Ele assumira novamente a forma humana e apareceu vestindo suas roupas rasgadas. Mas estava escuro o os jovens não perceberam. Ele os levou para sua cabana onde deixou que eles descansassem o resto da noite enquanto ele preparava suas poucas posses para partir. Pôde perceber ao longe o cheiro de fumaça e sabia que, mesmo que não estivesse visível em algum ponto a floresta estava em chamas. Antes do amanhecer a luz do incêndio podia ser visto no horizonte.
Ele descansou algumas horas e antes do sol nascer despertou todos. Se o exército avançava vindo pelo leste ele levaria os jovens para oeste. Seguiu uma trilha que conseguia em direção ao Castelo Wolfheart e quando pôde ver a estrada avistou um homem acompanhado de uma mulher com um cavalo e duas crianças. Eram Kassid, as crianças e a filha do taverneiro. Eles se apresentaram, trocaram informações sobre os acontecimentos e decidiram se unir. a filha do Taverneiro chorou de medo e dor pelo pai ao saber que a cidade havia sido invadida.
Seguiram viagem e encontraram o Castelo Wolfheart bem guarnecido e abarrotado de fugitivos. Bóris e Kassid se encontraram com o responsável pela guarnição do castelo, Cole, e deram as ultimas notícias sobre a cidade de Bram. Com a ajuda de Cole encontraram um celeiro para abrigar a todos de seu grupo, pois não havia mais hospedaria ou casa de morador com qualquer vaga e eles foram alojados da melhor forma possível com outros grupos de desabrigados. O comandante fez um pedido e uma oferta aos dois adultos: que fossem à cidade litorânea de Vernon ao sul, ultima cidade do baronato, para entregar ao responsável, pela cidade, Bernard Archer uma carta informativa da situação das demais cidades do baronato. Eles escolheram ir e depois de muita insistência levaram consigo também a filha do taverneiro, que disse conhecer a cidade por ter parente lá. Eles partiram ainda durante a noite deixando aos cuidados de Cole o grupo que haviam escoltado até lá.
Cavalgaram até amanhecer quando fizeram uma pausa para se alimentarem e descansarem com as provisões oferecidas em nome do castelo. E então seguiram cavalgando mais meio dia. Pouco depois do sol do meio dia avistaram um grupo de homens que se punham no caminho, todos eles armados, embora apenas um usasse armadura. Kassid e Bóris desceram dos cavalos e andaram até parte do caminho em direção ao grupo na estrada com suas mãos sobre as bainhas de suas armas.E o homem de armadura se separou de seu grupo e percorreu o restante da distancia entre ele os dois. De cada lado um observava o outro e por um tempo permaneceram analisando-se, até que se cumprimentaram. O estranho os alertou que se estivessem indo em direção a Vernon deveriam repensar seus planos pois a cidade fora tomada por um exército monstruoso que aportou vindo do mar. Eles decidiram ir ver por eles mesmos a situação da cidade. Nenhum arama entre eles foi sacada, e ajuda foi oferecida e toda ajuda seria bem vinda.
Slayton era o nome do homem de armadura e ele mesmo estando com trajes mal cuidados, cabelo desgrenhado e barba por fazer proporcionava uma sensação de imponência. Ele estava no comando de um grupo e refugiados e fugitivos da cidade no meio da floresta e tinha um grupo vigiando o movimento da cidade. Bóris e Kassid decidiram deixar a filha do taverneiro no acampamento e ir até as proximidades da cidade de Vernon onde encontrariam o grupo de batedores de Slayton.
ENQUANTO ISSO...
Quando Cós acordou tinha o corpo dolorido e tudo rodava. Mas o que mais incomodava era o cheiro de imundice e podridão que vinha de todos os lados. "Vejam, ele acordou" disse Jake, um dos quatro macacos. "Como se sente capitão?" perguntaram assim que fizeram uma roda ao seu redor. "Onde estamos?" quis saber Cós. ||Tudo que se lembrava era que seu barco havia sido abordado por outros barcos menores - o que não é surpresa pois seu barco fora construído para abrigar elefantes e girafas - e um bando de criaturas horríveis havia travado batalha com seus lobos, com Khan e que os macacos fizeram a maior algazarra, os ratos se esconderam, os corvos bicaram mas Cós perdeu a cosnciencia com uma bancada na cabeça. Então acordara ali, com a cabeça ainda doendo, rodeado por quatro dos doze macacos que faziam parte de sua tripulação - Joe, Jack, Jake e Jason - e um esqueleto humano agrilhoado a uma das paredes de uma cela estreita com porta de madeira e uma janela no alto.
"Estamos em uma prisão capitão" informaram os macacos, "e os demais", quis saber Cós, só tem a "gente aqui capitão", informaram tristemente os macacos. Mas então todos escutaram o crocitar que dizia "capitão, meu capitão!". Era Jubileu, um dos corvos que faziam reconhecimento do navio. Jubileu informou que ele sobrevivera, assim como Ted, outro corvo, dois lobos, de oito, Born e Wulf e que estão bem mal caídos entre um mar de corpos, três ratos, assim como Khan que estava acorrentado em uma praça onde podia ser açoitado por qualquer um que dispusesse de algumas moedas de prata. Todos os demais tripulantes haviam morrido. O navio estava ancorado no cais da cidade. Fizeram um momento de silêncio em homenagem aos mortos. Depois disso começaram os planos para fuga.
Cós chamou a atenção do guarda que podia escutar do lado de fora da cela. Esse quando chegou foi surpreendido por uma raposa falante. "Olá senhor" começou Cós", eu sou o capitão do navio ancorado ai no cais e gostaria de reavê-lo".
"Você então é o capitão daquela banheira gigante", Cós concordou, "Agora se encontra prisioneiro do Imperador, como pretende voltar para seu barco?" perguntou o soldado divertindo-se com aquela conversa.
"No meu navio há escondido tesouros em vários lugares e mesmo que tenham encontrado alguns deles tenho certeza que não encontraram todos. Se me ajudar a escapar dividirei esse tesouro com você, meu caro guardião".
Os dois fizeram planos e combinaram que ele voltaria ali ao anoitecer. Jake, Jason, Jack e Joe foram instruídos a se armarem com os ossos do esqueleto e quando o humano abrisse a porta o nocauteariam. Escapariam e então seriam guiados até Wulf e Born por Jubileu e Ted os levaria até os ratos que investigavam uma rota de fuga da cidade e então pensariam uma forma de resgatar Khan. Quando o guarda voltou para soltá-lo foi atacado pelos quatro macacos, arrastado para dentro, despojado de suas armas e amarrado com as próprias roupas. Trancaram a cela e se viram em um corredor com várias portas e uma no final mais reforçada.
Nas demais celas que abriram com as chaves que tomaram do guarda encontraram prisioneiros, homens e mulheres e até mesmo crianças, em estado lamentável. Decidiu junto com o patriarca da família que iriam fugir juntos. Na porta que dava para fora se encontraram uma passagem que dava para dentro da guarda e para uma despensa. Na despensa os macacos e os humanos se alimentaram com frutas e carne seca, água e vinho, além de encherem os bolsos - os humanos, não os macacos - com o que puderam fazer neles caber. Do outro lado da porta espiaram um salão maior, mas mal iluminado, ocupado por um soldado armado e com duas portas de saída, "uma mais perto à direita que dava em um beco e outro na frente e mais distante que dava em uma praça", informou Jubileu. Jubileu foi furtivamente para o meio do salão e chegando lá escolheu a mais bela coisa que achava que faria o maior barulho quando caísse então jogou ela no chão chamando a atenção do soldado. Então começou a voar e crocitar e derrubar tudo ao redor e enquanto o soldado tentava espantar a ave enlouquecida Cós, Jake, Jack, Joe e Jason acompanhados dos humanos de variados tamanhos se esgueiraram pela porta do beco.
Do lado de fora foram até a beirada do beco e viram uma praça patrulhada por criaturas humanoides e horrendas, com olhos de predador. Eram orcs. Eles então foram na direção oposta e encontraram um espaço vazio, como um lote vago, repleto de pessoas caídas em posições desconfortáveis. Dezenas de homens, mas também mulheres e algumas crianças, pálidos, sem vida, contorcidos com os corpos feridos, roupas rasgadas, sangue por todos os lados. E dentre eles viram também corpos de alguns animais, como cavalos, e viram lobos. o fedor era tão forte que era quase palpável. As crianças e mulheres do grupo choraram de horror e até mesmo os tripulantes se sentiram tontos e deprimidos. Jubileu apareceu e guiou-os até Wulf e Born. Born estava cego de um olho e estropiado, mas conseguia andar normalmente. Wulf estava desacordado e teve de ser carregado pelos macacos. Quando Wulf foi acordado pode seguir mancando. O encontro foi breve mas emocionante. Ted apareceu e guiou o grupo até onde se encontravam os ratos que por sua vez os guiaram pelas ruas mais desertas e becos mais escuros sempre evitando as patrulhas. Sempre que alguma se aproximava eram avisados pelos corvos. E assim seguiram até os limites da cidade, mas quando saltavam um cerca os humanos fizeram barulho e chamaram a atenção de um grupo de orcs que correram até eles. O patriarca humano ajudou os que faltavam a passar sobre a cerca o mais rápido e desesperadamente possível, sacou a espada roubada do guarda e mandou que os demais seguissem sem ele. Eles correram e não viram mas escutaram os sons de um breve embate seguido de um grito d dor, o gorgolejar de uma garganta dando os últimos suspiros e gargalhadas medonhas. Eles correram e foram perseguidos pela patrulha de cinco orcs que vinham em seu encalço. A floresta fora da cidade ali tão perto e ao mesmo tempo tão longe! A tripulação do navio ganhava distancia rapidamente mas os humanos se confundiam e tropeçavam no escuro. Quando então os orcs alcançaram o último da fila e o trespassou com suas armas, um garoto de não mais do que 15 anos, os demais humanos que eram adultos se viraram para enfrentar o inevitável assim como Wulf e Born. E a matança começou.
Estava escuro e ninguém mais percebeu além de Cós que um grupo de humanos armados corriam da floresta na direção deles e passaram pelos ratos e Cós ignorando-os e atacando os orcs. Somente Born sentiu um cheiro familiar e se virou. Era Bóris. Também Kassid, Slayton e os homens do acampamento. O combate foi breve e sangrento e n final a quantidade maior de homens venceu e os orcs foram pilhados de seus equipamentos pelos homens desarmados. Foram todos levados para o acampamento próximo a cidade e após se apresentaram e se surpreenderem com Cós e os demais animais falantes, decidiram ir para o acampamento mais fundo na floresta. Lá reencontraram a filha do taverneiro e dezenas de pessoas que se encontravam organizadas em tendas improvisadas vivendo da maneira que dava para viver fundo na floresta. Homens mulheres, crianças velhos, todos refugiados da invasão. Então se reuniram, Cós, Kassid, Bóris, Slayton, além de mais alguns homens e animais ao redor de uma fogueira para discutir os próximos passos.
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluir